Visita de Estudo ao estabelecimento prisional de Vila Real
04/05/11 12:25
À hora marcada para a saída da escola, dez horas do dia 28 de Abril do ano em curso, todos os alunos de Psicologia do décimo segundo ano e professores acompanhantes encontravam-se prontos e bem-dispostos para entrar no autocarro, que também chegou a horas, para rumarem em direcção a Vila Real. Ah! Pois é! Os portugueses cumprem horários!
A viagem correu bem: a música calma de fundo que o senhor motorista, simpaticamente escolheu, concorreu para que pudéssemos fruir das lindas paisagens que o Marão nos ofereceu… Sim, o Marão que serviu de inspiração a Teixeira de Pascoaes que, quem sabe, se especialmente para nós, este lindo Marão, quis exibir um céu verdadeiramente azul e inigualável…o céu azul tão característico do nosso lindo Portugal e admirável ou talvez invejável pelos imensos turistas que o visitam. A contrastar com o céu e de não menor beleza, rodeou-nos, sorridente e esperançosa, uma montanha verde e repleta de flores amarelas das giestas, as maias… pois é, estas flores estão ligadas a uma forte superstição popular. Quem não coloca maias nas suas casas na noite de 30 de Abril para 1 de Maio?
Chegámos a Vila Real, almoçámos e, mais uma vez, às catorze horas, hora marcada, encontrávamo-nos à porta do Estabelecimento Prisional de Vila Real para iniciar a tão expectante visita. Os alunos foram divididos em três grupos e cada grupo esteve sempre acompanhado por um professor e por dois profissionais dos quadros da instituição que, amavelmente, guiaram a visita e disponibilizaram-se para responder às questões que, oportunamente, surgiam. E fizeram-no, de forma lúdica, com profissionalismo e muita simpatia, mostrando-se disponíveis para nos receberem em futuras ocasiões e mesmo cooperarem em algum trabalho que, eventualmente, pensemos desenvolver.
Todos ficámos bem impressionados com o que vimos: as instalações, equipamentos de lazer, biblioteca, formação escolar e tecnológica e, sobretudo, com a relação empática estabelecida entre guardas, técnicos e reclusos. O que mais nos chocou foi constatar que nada terá sentido quando estamos privados de liberdade! De salientar que foi de extrema importância perceber que os técnicos desenvolvem um trabalho no sentido de preparar estes pobres seres humanos para a reintegração social e, embora, o sucesso não seja o desejável, foram-nos relatados casos emocionantes como aquele recluso que fez formação e entrou na UTAD.
Esta visita permitiu consolidar conhecimentos que o programa de psicologia aborda, nomeadamente: A importância dos factores genéticos e ambientais no comportamento humano, factores fundamentais no processo do tornar-se humano, a história pessoal como um contínuo de organização entre factores internos e externos, a mente – conjunto integrado de processos cognitivos, emocionais e conativos, o papel das relações precoces no tornar-se humano, a área de aplicação da psicologia criminal/forense, a intervenção do psicólogo como promotor do desenvolvimento e autonomia, etc.
O regresso correu bem e chegámos à escola a tempo de os alunos poderem regressar a casa, como habitualmente.
Mais uma vez, o excelente comportamento dos nossos alunos revelou uma atitude cívica pautada pelos valores sociais e humanos que a nossa cultura promove.
A turma do 12º D
A viagem correu bem: a música calma de fundo que o senhor motorista, simpaticamente escolheu, concorreu para que pudéssemos fruir das lindas paisagens que o Marão nos ofereceu… Sim, o Marão que serviu de inspiração a Teixeira de Pascoaes que, quem sabe, se especialmente para nós, este lindo Marão, quis exibir um céu verdadeiramente azul e inigualável…o céu azul tão característico do nosso lindo Portugal e admirável ou talvez invejável pelos imensos turistas que o visitam. A contrastar com o céu e de não menor beleza, rodeou-nos, sorridente e esperançosa, uma montanha verde e repleta de flores amarelas das giestas, as maias… pois é, estas flores estão ligadas a uma forte superstição popular. Quem não coloca maias nas suas casas na noite de 30 de Abril para 1 de Maio?
Chegámos a Vila Real, almoçámos e, mais uma vez, às catorze horas, hora marcada, encontrávamo-nos à porta do Estabelecimento Prisional de Vila Real para iniciar a tão expectante visita. Os alunos foram divididos em três grupos e cada grupo esteve sempre acompanhado por um professor e por dois profissionais dos quadros da instituição que, amavelmente, guiaram a visita e disponibilizaram-se para responder às questões que, oportunamente, surgiam. E fizeram-no, de forma lúdica, com profissionalismo e muita simpatia, mostrando-se disponíveis para nos receberem em futuras ocasiões e mesmo cooperarem em algum trabalho que, eventualmente, pensemos desenvolver.
Todos ficámos bem impressionados com o que vimos: as instalações, equipamentos de lazer, biblioteca, formação escolar e tecnológica e, sobretudo, com a relação empática estabelecida entre guardas, técnicos e reclusos. O que mais nos chocou foi constatar que nada terá sentido quando estamos privados de liberdade! De salientar que foi de extrema importância perceber que os técnicos desenvolvem um trabalho no sentido de preparar estes pobres seres humanos para a reintegração social e, embora, o sucesso não seja o desejável, foram-nos relatados casos emocionantes como aquele recluso que fez formação e entrou na UTAD.
Esta visita permitiu consolidar conhecimentos que o programa de psicologia aborda, nomeadamente: A importância dos factores genéticos e ambientais no comportamento humano, factores fundamentais no processo do tornar-se humano, a história pessoal como um contínuo de organização entre factores internos e externos, a mente – conjunto integrado de processos cognitivos, emocionais e conativos, o papel das relações precoces no tornar-se humano, a área de aplicação da psicologia criminal/forense, a intervenção do psicólogo como promotor do desenvolvimento e autonomia, etc.
O regresso correu bem e chegámos à escola a tempo de os alunos poderem regressar a casa, como habitualmente.
Mais uma vez, o excelente comportamento dos nossos alunos revelou uma atitude cívica pautada pelos valores sociais e humanos que a nossa cultura promove.
A turma do 12º D